Dulla

Tinha 14 anos assisti a um filme onde o fotógrafo/personagem tinha uma vida totalmente livre, cada dia num lugar, quase irresponsável, fiquei fascinado por esta possibilidade, talvez por ser tão contrária a vida economista/terno e gravata/ contas/ pontualidade de meu Pai…Mas me apaixonei mesmo por fotografia na primeira vez que entrei num laboratório e presenciei a mágica de sob a luz vermelha uma imagem aparecendo num papel submerso em químicos, aquilo foi inesquecível. Depois de alguns cursos consegui trabalhar como assistente e tive a sorte grande de encontrar pessoas muito generosas e tão amantes da fotografia, com elas aprendi que a outra mágica possível e muito mais poderosa era poder (tentar) contar uma história, qualquer uma, alegre, triste, feia, bonita, emocionante…em uma única imagem estática.
Demorou bem pouco tempo para eu voltar a endeusar meu pai e ver que a vida de fotógrafo é quase igual a de tantas outras profissões, mas foi esta que eu insistentemente escolhi, a culpa é toda minha!